
A mobilidade na Região Metropolitana de Salvador tem avançado em duas frentes diferentes. De um lado, o Governo do Estado investe em transporte de alta capacidade sobre trilhos. Do outro, a Prefeitura mantém o ônibus e o BRT como eixo principal do sistema.
O metrô, que liga áreas estratégicas de Salvador a Lauro de Freitas, segue em expansão e recebeu novos trens. Em paralelo, avança o VLT, projetado com cerca de 43,7 quilômetros e 50 paradas, ligando o Subúrbio Ferroviário ao Comércio, com conexões ao metrô em Águas Claras e no Bairro da Paz. Juntos, os dois sistemas devem formar uma malha de cerca de 80 quilômetros de trilhos.
A nova Rodoviária, em Águas Claras, faz parte dessa integração: conecta-se ao metrô e aos ônibus urbanos e, futuramente, ao VLT. A mudança tirou parte do tráfego pesado de ônibus rodoviários da região do Iguatemi e criou um novo polo de circulação perto da BR-324, da Avenida 29 de Março e da BA-528.
Na esfera municipal, o ônibus é a aposta desde a gestão de ACM Neto. O BRT, principal vitrine desse modelo, já mostra sinais de desgaste: em junho, reportagens registraram vidros quebrados, lixo e lojas abandonadas na Estação Cidadela. A climatização da frota, prometida em 2012, ainda não foi universalizada — a gestão de Bruno Reis fixou 2028 como prazo para ter 100% dos ônibus com ar-condicionado.




